22 de fevereiro de 2021

Micetopia



Às vezes tudo o que desejo em um jogo é a simplicidade. Não quero gráficos de última geração ou campanhas que duram uma centena de horas. O que quero, de vez em quando, é sentar e jogar algo simples e divertido. Micetopia se encaixa nessas características e quero contar um pouco para vocês a minha experiência com ele.

A história

Bem-vindo ao mágico reino medieval de Micetopia! Nele, os ratos vivem livremente em uma idílica aldeia rural. Porém, a história começa com todos os ratos sendo capturados e levados pelas forças do mal, ficando para trás apenas o ancião. 

Em Micetopia, você é um rato destemido que luta, pula e explora em sua jornada por um mundo envolto em mistério. Vença os inimigos, ganhe novos poderes e resgate seus compatriotas das garras dos captores. Estará você à altura do título de Herói de Micetopia concedido pelo ancião?




Como todos puderam perceber, a história do game é simples e bem objetiva. Assim que iniciamos o jogo, vemos Rich treinando com sua espada, até ser interrompido por um grito. É o ancião da vila que precisa urgentemente da sua ajuda para resgatar os demais habitantes da aldeia. O protagonista aceita o pedido, mesmo não tendo habilidades especiais para enfrentar o mal. O que ele tem, naquele momento, é apenas a coragem.

Simplicidade nos controles e nos inimigos

Os controles são bem simples: um botão para o pulo e outro para o salto. Na medida que resgatamos os aldeões, ganhamos como prêmio novas habilidades que podem ser: pulo duplo, disparo de flechas ou rolagem no chão. Há tanta simplicidade aqui, que ele não chega a usar todos os botões do game. É um bom jogo para se jogar com uma criança, pois a curva de aprendizagem dele é bem pequena.




A variedade de inimigos também é pequena, durante a jogatina encontraremos morcegos, goblins, tartarugas com pedras rosas, lagartos, coelhos e sapos. Fora eles, teremos mais 3 criaturas especiais, que serão os chefes do jogo. Nesse ponto, pode ser que alguns torçam o nariz pela falta de variedade, para mim foi o suficiente.

Gráficos e level design

A parte visual é interessante, mas simples em sua essência. Eu particularmente curti mais a parte da caverna, do que a floresta. Cenários, personagens e inimigos, seguem uma simplicidade interessante, condizente com o objetivo do game.

Agora a parte de Level Design ficou um pouco a desejar. Há situações nas fases que ficaram estranhas demais, como se existissem ali para completar a fase, sem contexto ou objetivo. Um exemplo é um trampolim em formato de cogumelo que não me levava para lugar algum.




Levando em consideração mais uma vez a simplicidade, eu acho ideal jogar essa aventura com uma criança. Sua estrutura segue a cartilha dos metroidvanias, pelo menos parte dela. Explicar para a criança a necessidade de ir e vir, para completar o jogo é bem legal.

Os únicos lugares que temos acesso no início do jogo são as cavernas e a aldeia. Depois de um tempo liberamos a floresta. Tudo isso pode ser visualizado através de um mapa, que mais uma vez, é bem simples. Um outro ponto importante sãos os portais, que podem te levar diretamente para a aldeia, com isso poderemos upar algumas habilidades do nosso personagem, para depois voltarmos ao ponto onde paramos. Porque não há outro meio, senão os portais, para encurtarmos as distâncias afim de visitar a aldeia de uma forma mais rápida. Outros portais nos levam para lugares secretos, para encontrarmos uma parte da fonte da aldeia. Ao todo são dez.



Micetopia é um bom game e curti vários aspectos dele durante a minha gameplay. Alguns pontos deixaram a desejar, mas o saldo no geral é bem positivo. Eu recomendo ele pelo preço, pela simplicidade e pelo tamanho da campanha, que é curta, mas muito proveitosa, a ponto de eu ter pego os 1000G no meu Xbox One. Outra coisa, o game é um bom exemplo para jogarmos juntos com as nossas crianças.

Esta análise só foi possível graças a Ratalaika Games que gentilmente me disponibilizou uma cópia para avaliação do jogo, fica aqui o nosso agradecimento e confiança.

17 de fevereiro de 2021

Sigi - A Fart for Melusina



Diante de uma pilha de jogos, eu me perguntava: o que jogar nesse Carnaval? Depois de alguns minutos pensando, resolvi escolher Sigi - A Fart for Melusina. Um jogo curto, feito em pixel art, com uma pegada a lá Ghouls n' Ghosts (na aparência, não na dificuldade), que me divertiu bastante durante esses dias.

Um pouco de história

Basicamente a história gira em torno de um cavaleiro e sua amada sereia. Isso mesmo, uma sereia. No início do jogo nos deparamos com ela e é amor a primeira vista. A missão do guerreiro é salvá-la das mãos de uma terrível criatura, para tanto, ele terá que percorrer por 20 fases, derrotar todos os inimigos e chefes, para só depois tê-la em seus braços. A história é simples, sincera e objetiva. E o seu gameplay conversou demais com a criança que há em mim.



Contando piadas e enfrentando monstros

O jogo em certos momentos solta umas piadas engraçadas. Todas colocadas em contextos relacionados ao momento da fase, principalmente nas batalhas contra os chefes. E vou ser bem sincero, tirando o pum ao final de cada fase, em nenhum momento senti que o jogo exagerava.

O personagem tem basicamente duas habilidades para acabar com seus inimigos: pular e atirar projéteis. O pulo é igual a maioria dos jogos de plataforma, sendo que alguns inimigos você consegue derrotar pulando na cabeça. Outros exigirão o ataque com a espada/lança/frango, o tipo de arma mudará, dependendo do item que você pegou na fase.



Aqui faço a minha única reclamação referente ao game: o uso do disparo. Alguns inimigos são pequenos, a ponto de não conseguirmos atingir ele de imediato. Se apertarmos sequencialmente o botão de tiro, um deles pegará o inimigo. Como se os primeiros disparos fossem retos e alguns um pouco mais baixos. Eu particularmente prefiro que o jogo permita que o personagem abaixe, para assim dispararmos nesse tipo de inimigo.

A variedade de monstros é bacana e cada um deles possuem modelos bem desenhados. Os chefes são estranhos, mas estranhos de uma maneira cômica e o design deles é a melhor parte do game. O último então, nem me fale, não darei spoilers para não estragar a experiência de vocês, mas ele é o mais estranho e engraçado. A impressão que tenho que toda a parte gráfica foi feita com muito carinho, me remetendo aos jogos da era de ouro do SNES.

Controles, dificuldade e direção de arte

Os controles respondem bem aos comandos, embora eu tenha a impressão que o pulo, as vezes, tende a ficar meio solto, frouxo, como se eu não o controlasse 100%. Mas é só uma impressão, pois fui capaz de vencer os desafios do game tranquilamente.



Outro ponto importante são as vidas. Você consegue vidas recolhendo todas as letras da fase, que formarão a palavra SIGI. Algumas estão visíveis, outras encontram-se escondidas. Minha dica, se esforce para acumular vidas no início, pois no fim, elas farão falta. O jogo não é muito difícil, mas pode deixar você frustrado, caso não tenha dado a verdadeira importância em acumular vidas. Outra dica importante, fique atento a paredes quebráveis, no maior estilo Castlevania, para encontrar itens e letras.

O level design dos estágios são bem simples e objetivos. Os sprites usados nos personagens são bem detalhados e os cenários são bem construídos. O uso do parallax é bem feito, dando mais feitos de movimentação e profundidade. Curto bastante jogos feitos em pixel art, esse é um bom exemplo de como fazê-lo.




Sigi - A Fart for Melusina é um bom jogo, principalmente para aqueles que não possuem muito tempo para campanhas longas. Além disso, ele é um excelente jogo para jogar com as crianças, pois a sua curva de aprendizado é pequena. Fora que o mesmo está totalmente localizado para o nosso idioma. A versão que eu joguei foi a do PS4.

Eu adorei esse jogo e gostaria muito de jogar uma possível continuação, quem sabe um com mais mundos. Esta análise só foi possível graças a Pixel Games que gentilmente me disponibilizou uma cópia para avaliação do jogo, fica aqui o nosso agradecimento e confiança.

9 de fevereiro de 2021

Golden Force



Eu adoro jogos feitos em pixel art, principalmente aqueles que lembram títulos da era de ouro dos 8/16 bits. Ele é um desses, que ao ver o primeiro trailer, você já se empolga em querer jogá-lo.

Golden Force é um game de ação e aventura. Ele foi lançado no dia 28 de janeiro de 2021 para Xbox One, PS4 e Nintendo Switch. Em breve teremos também uma versão para o PC.

História

O Rei dos Demônios, junto com o seu exército de criaturas, resolve conquistar as paradisíacas Muscle Island. Um lugar lindo, tranquilo e cheio de ouro, que do nada, se vê em apuros por conta desse monstro. O exército do mal, comandado por generais terríveis, perseguem e escravizam a população local.

Um grupo de mercenários conhecidos como a Força Dourada (Golden Force) está em uma taverna gastando moedas de ouro em seus últimos dias de férias. Quando recebem um novo contrato: derrotar esse novo mal e recuperar a montanha de ouro.




Iniciando a jornada

A primeira parte do jogo é uma espécie de tutorial. Aqui o Capitão, um velhinho engraçado, grita a função de cada um dos botões e as possíveis combinações para ataque e defesa. Enquanto ele tenta nos orientar, o barco, em meio a tempestade, começa a ser atacado por criaturas. Assim que terminamos de derrotá-las, surge o primeiro chefe. Logo de cara, sem dó. Uma espécie de Kraken, cujo nome é General Salsa.

Ele é fácil se usarmos tudo aquilo que aprendemos anteriormente. A única coisa que devemos ter a mais nesse ponto do jogo é atenção, pois alguns tentáculos tentarão nos atacar na primeira parte da luta, e poderão sumir  na segunda parte da luta. Em ambos os casos, o seu personagem sofrerá danos e poderá morrer.

Essa fase de introdução e tutorial é excelente. Depois disso, chegaremos as 4 ilhas (ou mundos), onde iremos enfrentar o restante dos generais e por fim o temível Rei Demônio.





Apenas skins?

O game nos dá a possibilidade de escolher entre quatro personagens. Um rapaz loiro (Gutz), uma bela guerreira (Spina), um mutante dragão (Drago) e um velhinho com braços biônicos (Elder). Assim que colocamos o direcional em cima de um deles, surge o botão que possibilitará a troca de cor do personagem.

Infelizmente o jogo desperdiça a oportunidade de fazer algo incrível nesse ponto do gameplay. Todos os personagens compartilham da mesma habilidade, ou seja, o que difere um dos outros é apenas a skin. 

Logo que bati o olho neles, pela primeira vez, achei que cada um teria alguma habilidade especial, que faria com que revisitássemos a fase para encontrar caminhos alternativos ou tesouros escondidos. Não existe nada disso. Tanto é que, comecei jogando com o Guts, depois troquei para a Spina, em seguida o Drago e por último, fechei o game com ele, o Elder. E em nenhum momento senti diferença entre os personagens. Uma pena.




Dificuldade e recompensa - Justos?

Já afirmo de antemão: esse jogo é difícil. Ele pode ser injusto para alguns. Eu particularmente não curto muito essa afirmação. Se tem uma coisa que os desenvolvedores fizeram bem nesse título, foi o nível de dificuldade, que lembra em muito alguns jogos antigos.

Tudo bem que algumas armadilhas aparecem do nada, mas ao meu ver, faz parte do processo de superar o jogo. O que me incomoda na real não é a dificuldade, mas sim os valores da loja. Por exemplo, tem dois itens que deixam o personagem com ataques elementais, sendo um de gelo e o outro de fogo. Ambos são caros, custam uma fortuna em ouro. Mas a duração dele é de menos de 1 minuto.

Se o item durasse mais ou se tivéssemos a possibilidade de usar ele por mais de uma vez, aí eu aceitaria isso, mas no caso, tanto o que pegamos no meio da fase, quanto o que compramos na loja, que é fora das fases, tem o mesmo tempo de menos de 1 minuto. Ou seja, o jogo te forçará a coletar muito ouro para comprar itens. Algo que não ficou bem balanceado.

Agora, há itens especiais que podem ser comprados por moedas de ouro (versão grande), ou por um item que parece ser uma concha de praia. Ambos devem ser encontrados nas fases. Nesse caso, eu aceito tranquilamente porque é desafiador encontrar esses itens. Ao todo são 5 por fases. Essa parte é bem desafiadora.




Gráficos, sons e controles

A direção de arte desse jogo é muito boa. Há fases muito bem feitas, com paletas de cores vivas e alegres. Em outras a paleta é mais escura, tanto um tom mais melancólico. Mas no geral os gráficos são muito bons, principalmente a caracterização dos chefes. Sensacional. Outra coisa que notei foram as homenagens durante as fases, dentre elas, se destaca a do game Ghost n’ Goblins.

Com relação ao som, ele faz o seu papel com músicas alegres, mas repetitivas em alguns momentos, lembrados jogos old school. Os efeitos sonoros são simples, como devem ser nesse tipo de jogo.

Os controles são precisos e não tive problemas com relação a eles. Em vários momentos, durante o estágio, me deparei com placas que me ensinavam determinados comandos, que logo em seguida, seriam usados para superar algum tipo de dificuldade.




Batalha contra os chefes

Se tem uma coisa que precisa ser elogiada neste jogo é a BATALHA CONTRA OS CHEFES. Todas, sem exceção, são muito boas. Ao todo são 5 generais e o Rei Demônio no final.

Não há chefe chato nesse jogo. Todos os combates são muito bons, dentre eles, o que mais gosto é o da fase de tutorial, o da primeira fase e o último. Esses três são bons demais.

Meu filho de 8 anos me acompanha em todas as jogatinas. Na opinião dele, os mais legais foram os do mundo 3 e do mundo 5. Ele curtiu também o último, mas a sua preferência está voltada para esses dois que comentei.

Considerações finais

Infelizmente o título escorrega em alguns pontos, dentre eles, os personagens, que poderiam ter habilidades diferentes. Mas no geral, o jogo é muito bom, com batalhas contra chefes excelentes. A sua dificuldade pode afastar alguns jogadores, porém, se você curte um game com estilo retrô, desafiador, eu recomendo com todas as minhas forças.

Esta análise só foi possível graças a Pixel Heart que gentilmente me disponibilizou uma cópia para avaliação do jogo, fica aqui o nosso agradecimento e confiança.

5 de fevereiro de 2021

Creepy Road



Foi o meu filho de 8 anos que me apresentou o jogo Creepy Road. Ele curte assistir vídeos de All Bosses no Youtube e foi ali que ele conheceu o game. Eu fiquei muito interessado pelo título e resolvi jogá-lo.

A história

O protagonista está a caminho da cidade onde a namorada mora. Angelina é domadora em um circo e ele não vê a hora de encontrá-la. Antes de chegar ao destino, um urso entrou na frente do caminhão, provocando um grave acidente. Assim que o herói acorda, ele percebe que criaturas estranhar estão prestes a atacá-lo. É assim que começa a jornada.

A história é simples como todo bom jogo de aventura/ação/tiro. O game está localizado para o nosso idioma e isso é um ponto muito positivo. Pois será possível entender todos os diálogos durante o gameplay..



Tentando jogar

Não demorou muito para eu enfrentar os primeiros problemas do jogo. No caso, os controles, que teimavam em não responder corretamente aos meus comandos. Infelizmente não fizeram um bom trabalho nessa parte e isso pode afastar os gamers com poucos minutos de jogatina. O hitbox, no caso,  é outro detalhe bem falho, principalmente em momentos cruciais como batalha contra chefes.

Com relação aos comandos, o salto é um dos pontos mais críticos do título. Há momentos de puro desespero, onde tento pular e o personagem demora um tempo considerável para responder. Isso afeta e muito a destreza e velocidade do jogador, tornando momentos que poderiam ser memoráveis, em verdadeiros pesadelos.



Gráficos e chefes

A direção artística é muito boa. Os chefes são incrivelmente bem feitos e caricatos. Os cenários são incríveis e muito bem desenhados. Quando saímos da floresta e chegamos na parte da cidade, tudo fica mais incrível. Mérito para os artistas do estúdio.

Com relação aos chefes, eles são bem feitos, mas as batalhas são estranhas e muita das vezes decepcionantes. Não é por conta da dificuldade, mas por causa dos controles e do hitbox maluco, que rouba todo o brilho desses momentos.

Cantando, falando e muito barulho

A dublagem é excelente nesse game. Posso dizer que a direção de arte e a parte sonora são as melhores coisas do game. Os personagens possuem vozes interessantíssimas e o timbre dos dubladores combina demais com os personagens. 

Os efeitos sonoros são muito bem feitos e quando estamos em um momento de combate intenso, ele segura a peteca de uma forma magistral.




Vale a pena?

A resposta depende. Se você faz parte daquele grupo de malucos, como eu, que inicia um game e tenta finalizá-lo a todos custo, mesmo tendo sérios problemas, vai fundo e seja feliz. Agora, se você se importa demais com os controles, esquece, esse jogo infelizmente não é para você.

Eu adoraria indicar o Creepy Road para todos. Mas não recomendo. Ao meu ver, ele é um jogo com um potencial absurdo, porém os problemas acabam falando mais alto e diluindo aos poucos aquilo que ele tem de bom.

Esta análise só foi possível graças a Grab The Games que gentilmente me disponibilizou uma cópia para avaliação do jogo, fica aqui o nosso agradecimento e confiança.

4 de fevereiro de 2021

Shadow Gangs




Eu tenho uma relação de ódio, raiva e frustração com esse jogo. Então o título é ruim? Não. Esses sentimentos que apareceram durante o meu gameplay me transportaram para a minha infância. Numa época em que os arcades estavam em alta e jogos como Shinobi  e Shadow Dancer roubavam a atenção da galera.

Se você é um tiozão, como eu, se identificará com o jogo assim que assistir a um trailer. Claro que o game possui alguns problemas, como qualquer outro título, mas o sentimento de nostalgia falou mais alto. Nas próximas linhas vou compartilhar com vocês a minha experiência de amor e raiva com Shadow Gangs.

E a história?

Como todo bom jogo de arcade, a história não é lá aquelas coisas e ela é apresentada através de um emaranhado de frases. Caro leitor, se você nunca jogou em um arcade, vai achar estranho esse modo de apresentar a história, mas a maioria dos jogos da década de 90 eram assim.

O enredo é simples e possui clichês básicos, vistos em praticamente qualquer game do gênero. Resumidamente você precisa lutar contra um grupo, cujo nome é Shadow Force. Eles sequestraram a sua família e cabe a você salvá-los.




Cópia barata?

Li algumas análises comentando que o jogo é uma espécie de cópia do Shinobi. Eu particularmente não acredito nisso. Shadow Gangs é um jogo que faz uma bela homenagem aos jogos de ninja da década de 90. 

Diferentemente do que alguns acreditam, ele possui particularidades únicas e excelentes batalhas contra chefes, que não foram vistos em títulos antigos.

Por isso Shadow Gangs tem mérito próprio e vale muito a pena ser jogado. O único problema, no caso do Brasil, é o seu valor. A versão que eu joguei é a do Xbox One, que está com um valor um pouco salgado. Mas há o Steam, com preços mais convidativos, principalmente em época de promoções.

Estrutura simples, mas divertido

A estrutura do Shadow é simples: resgatar os companheiros presos, derrotar os inimigos durante o trajeto, tudo isso antes que o tempo acabe. Para concluir uma fase, será necessário destreza e atenção para vencer ondas e mais ondas de inimigos. Põe destreza nisso, houve momentos que eu queria tacar o controle na parede, claro que eu nunca faria isso, mas não faltou vontade.

Com o tempo você decora o posicionamento dos inimigos e vai superando aos poucos os adversários. Mas a alegria acaba rapidamente, assim que deparamos com os chefes. Eu curti todas as batalhas, alguns chefes pareciam impossíveis de vencer, mas olhando com mais calma, sempre é possível perceber brechas na movimentação e ataques deles.




Diferente de um ninja tradicional, o personagem joga shurikens quando está sem o uniforme de ninja. Assim que você pega o uniforme, ele passa a atirar com uma arma. Eu dei risada na primeira vez que vi isso, porque achei meio estranho. Como último recurso temos a espada, que funciona quando estamos próximos de um inimigo.

Além das shurikens, da espada e da arma, ele tem dois itens que o ajudarão durante o combate. O primeiro são as minas, que assim que o inimigo passa por cima, explodem. E o outro é o poder ninja dele, que assim que invocado, consegue derrotar todos os capangas presentes na tela. Lembrando que para realizar esse poder, é necessário pegar a roupa ninja antes. Caso contrário, não será possível.

Outro ponto que preciso comentar são as fases bônus. Há dois tipos, um é acessado através de um item que pegamos na fase. Já o outro só é acessível quando passamos por uma fase. O primeiro eu achei fraco e muita das vezes eu simplesmente ignorava pegar o item. Já o segundo lembra bastante Shadow Dancer, mas com um nível maior de dificuldade, foram poucas as vezes que consegui vencer.




Gráficos datados?

Hoje é comum ver comentários negativos na internet sobre jogos feitos com gráficos retrô. Eu curto bastante esse estilo artístico, que a cada dia se reinventa, basta olhar para o cenário indie.

Shadow Gangs possui gráficos que lembram alguns jogos do SNES. Ele não é perfeito nesse aspecto, mas consegue atender às minhas expectativas. Há estágios que os fundos são simples e isso pode afastar alguns jogadores, pelo menos, os mais exigentes com gráficos.

Já a parte sonora faz a sua parte, de uma maneira muito simples. Nada muito inovador. Ao meu ver não há nenhuma música memorável, daquele tipo que gruda na cabeça e não larga mais, pelo contrário, elas são repetitivas e dependendo do tempo que você fica jogando, podem ser cansativas.

Vale a pena?

Sim.  Ao meu ver, o game é feito para os fãs de arcades e para a galera que curte títulos com estilo retrô. Infelizmente na Microsoft Store, versão que estou jogando, está um pouco caro. Mas vocês podem adquiri-lo na Steam, que às vezes, solta umas promoções muito boas.

Esta análise só foi possível graças a JKM CORP LTD que gentilmente me disponibilizou uma cópia para avaliação do jogo, fica aqui o nosso agradecimento e confiança.