21 de julho de 2020

Super Lucky´s Tale

Uma aventura simples, contagiante e que deveria ser jogada por todos os amantes de jogos de plataforma 3D.


Eu comprei o meu Xbox One S há poucos dias e em seguida fiz questão de assinar o Game Pass. O primeiro jogo que baixei e finalizei do serviço foi o Gears of War 4. Eu sou um fã da série e fechei todos os jogos anteriores no meu antigo Xbox 360. Depois disso decidi iniciar uma nova aventura, só que desta vez, deixei o tiroteio de lado e comecei a procurar um jogo de plataforma. Olhando a lista de jogos disponíveis no Game Pass encontrei Super Lucky´s Tale, um jogo de plataforma 3D desenvolvido pela PlayFul e publicado pela Microsoft Studios


O título conta a história de uma jovem raposa, Lucky, que ao tentar salvar a sua irmã (Lyra) acaba preso dentro do livro das Eras. O incidente aconteceu após um ataque dos Los Gatitos: uma família de criminosos, liderada por Jinx, que tem como objetivo roubar o livro e usar o poder dele para benefício próprio. 

O herói terá que passar por 4 mundos com temáticas diferentes. Cada um deles é uma espécie de hub, onde podemos realizar tarefas básicas como coletar moedas, realizar puzzles, conversar com os moradores locais ou entrar nas fases, que por sua vez, são representadas por portas. Assim que finalizamos uma fase, outra porta é aberta. No final dessa sequência temos uma especial para a batalha contra o chefe, essa só ficará acessível quando coletarmos uma quantidade fixa de trevos.

Temos 4 maneiras de coletarmos trevos em uma fase:
  • Ao concluir o estágio.
  • Ao coletar 300 moedas.
  • Ao coletar todas as letras que completam a palavra Lucky.
  • Encontrar o trevo secreto.



O game não é difícil, pelo contrário, ele é bem tranquilo de finalizar. Talvez a parte mais difícil seja encontrar todos os trevos, que ao todo são 117. Mesmo que você não tenha interesse em coletar todos (o meu caso), ainda sim, será necessário coletar uma certa quantidade em cada um dos mundos, para termos acesso a batalha contra o chefe do local. 

Caso você, caro leitor, tenha dificuldade em encontrar trevos, basta ir a seção de puzzles, presente em cada um dos mundos. Em alguns casos teremos o puzzle das estátuas, em outros teremos o de coleta de moedas. Em ambos os casos, você conseguirá coletar uma quantia suficiente para habilitar qualquer porta.

A batalha contra os chefes é simples e com poucos desafios. Eu esperava um combate mais elaborado, visto que esses chefes conversam com você durante o desenrolar das fases, dando a entender que, assim que chegarmos até eles encontraremos uma “certa” resistência. No jogo base não enfrentamos todos os integrantes da gangue. Eu não joguei ainda as DLCs, mas vi alguns vídeos e parece que teremos a oportunidade de enfrentá-los. Em breve terei a oportunidade de testar isso.



Com relação aos controles, eles respondem bem e não decepcionam. O único porém é a questão de velocidade do pulo. Vou explicar: o personagem Lucky é lento quando está andando. Eu acredito que mais lento do que a maioria dos jogos do gênero, mas quando executamos o pulo, de uma forma estranha, ele fica mais rápido. Essa diferença de velocidade me incomodou um pouco durante a jogatina. Mas é algo que com o tempo você se acostuma.

Agora a câmera do game é algo que deixa um pouco a desejar. Ela seria perfeita se fosse 360 graus, infelizmente não é o caso. Por conta disso, tive dificuldade em determinar a distância de uma plataforma para outra, fora os casos onde não havia uma maneira de enxergar o limite de um cercado, por exemplo, resultando na queda do personagem em um abismo.

Com relação aos gráficos o game não decepciona. Os mundos são bem construídos e muito coloridos. Alguns possuem um level design interessante, mas não fogem muito do que estamos acostumados a ver em jogos do mesmo estilo.  As fases, em sua maioria, são em 3D, outras em 2.5D, essa mudança de perspectiva me agradou bastante durante a jogatina. 

A direção de arte adotou um estilo que lembra muito uma animação da Pixar. Tanto os NPCs que povoam os mundos, comos os inimigos são carismáticos. Destaque especial para a gangue dos gatos, que roubam a cena. O meu único porém com relação a eles são as batalhas, que ao meu ver, são fracas e poderiam ser melhor exploradas.



Eu não peguei bugs  ou problemas com renderização. O jogo rodou liso no meu Xbox One S. Ele foi lançado para PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch. O game é divertido, além de ser uma ótima opção para jogar com as crianças. Lembrando que o jogo está disponível também no Game Pass.

| Humberto Costa
Mecânico de Robôs