15 de julho de 2020

Far Cry 5

Uma das experiências mais interessantes que tive com um FPS. Far Cry 5 é um jogo com uma boa história e com personagens interessantes.



Minha última experiência com a franquia Far Cry foi o 3. Eu o joguei no meu antigo Xbox 360, mas por burrice da minha parte acabei deletando o meu save (eu já tinha passado da metade da campanha) e por pura preguiça, desisti de jogá-lo novamente.

Em seguida veio o lançamento do 4, que nem cheguei perto. A vida continuou e não toquei em mais nenhum título relacionado a franquia da Ubisoft. Isso, até ver o anúncio de um colega, que estava vendendo o Far Cry 5 por um preço bastante convidativo.

Antes de comprá-lo, pensei bastante, porque eu tinha lido anteriormente que o jogo dividiu opiniões, uns diziam que era mais do mesmo e outros uma verdadeira revolução. No final das contas resolvi comprá-lo, pois o valor era muito convidativo.

Infelizmente o jogo ficou guardado por algumas semanas, pois o meu backlog de jogos estava incrivelmente grande. Um dia resolvi testá-lo, esse teste durou algumas horas e foi o suficiente para me a apaixonar por aquele mundo.

O início

Assim que iniciamos o game, o nosso personagem está dentro de um helicóptero a caminho de Hope County, uma cidade fictícia localizada no estado de Montana. Junto com você temos os seguintes personagens: o agente federal Marshal Burke, o Xerife Whitehorse e os delegados Hudson e Pratt. O personagem que controlamos é chamado de Recruta ou Agente. O objetivo do grupo é prender o líder de uma seita religiosa denominada Portão do Éden. O nome dele é Joseph Seed, chamado pelos seus seguidores de Pai. Além dele, temos os seus irmãos, que juntos, aterrorizam a cidade através do medo.



Depois de uma bela introdução, com explicações rápidas sobre o tal líder e o lugar, prendemos o Pai, que não oferece nenhuma resistência. A atuação de todos os personagens nesse momento é bem executada e a dublagem em português é maravilhosamente competente. Não sei você, caro leitor, mas a partir desse pequeno momento, eu fiquei preso a história desse jogo e só consegui sair dela, depois de terminar o game.

Mal chegamos ao helicóptero e uma pequena revolta se inicia no lugar. Seguidores do Pai começam a atacar o nosso grupo, tiros são disparados e Joseh Seed aparenta estar tranquilo com a situação. O helicóptero mal decola e somos atingidos. O veículo é seriamente danificado, perdemos o controle e de repente tudo fica escuro. O agente ao recobrar os sentidos vê o Pai sendo resgatado por seus seguidores. Em seguida o líder inicia um discurso:

“Tudo está indo de acordo com o plano de Deus. Continuo aqui com vocês. O Primeiro Selo foi rompido. O Colapso começou. Vamos pegar o que precisamos. E preservar o que já temos. E mataremos quem ficar no nosso caminho. E eles. Os arautos da perdição verão a verdade. Que comece a ceifa.” 

Após o discurso, somos atacados novamente e retirados um a um do helicóptero. O agente federal e o recruta (o personagem que controlamos) conseguem escapar. Esse momento é muito marcante, pois a música gospel que estava tocando sem parar, simplesmente some e uma fuga desesperada começa.

A Ubisoft sempre foi boa em fazer excelentes introduções em seus jogos e não seria diferente em Far Cry 5. Considero uma das melhores aberturas. Talvez porque eu tenha gostado do tema, seita religiosa, ou porque eu não joguei o 4 anteriormente (algo que estou fazendo nos últimos dias). O importante a dizer é que a jornada começa muito bem e o momento do recruta chega quando um personagem desconhecido o salva de se afogar, após uma fuga frustrada pelos seguidores do Pai.

A ambientação

O jogo tem uma ótima combinação de gráficos, músicas e sons. Graças a isso andar pela cidade será algo rotineiro durante o jogo e você, com certeza, se pegará olhando para o pôr do sol, sem fazer nada mais, apenas apreciando o momento.



Tanto na cidade, quanto na floresta, o ambiente parece estar vivo e a imersão é enorme. Há uma variedade de vegetações e animais. Muitas vezes me peguei caçando ou vagando por vários minutos para encontrar novos lugares. A cada jogada, uma nova descoberta, um novo desafio e a todo momento eu me deparava com animais ou edenetes. Sinceramente a Ubisoft se superou na construção da cidade e você percebe isso pelo cuidado que tiveram com as construções: casas, armazéns, cabanas, igrejas, bunkers e estações de tratamento.

Outro ponto interessante no jogo, que sinceramente achei superior aos títulos anteriores da franquia, é a descoberta de novos locais. Antigamente tínhamos as antenas, localizações fixas nos mapas, que assim que eram dominadas/hackeadas, davam visibilidade a vários lugares, mas no Far Cry 5 isso foi modificado. Algumas localidades estão visíveis no mapa, outras só aparecem na medida que andamos (não voando). Essa mudança tornou o jogo mais natural e muito mais interessante de ser explorado.

Conduzir um carro ou um avião é uma das coisas mais prazerosas nesse jogo. O título tem uma variedade bacana de meios de transportes: carros, motos, furgões, vans, aviões e helicópteros (o meu preferido). Me peguei viajando de carro por vários minutos. De um lado para outro, simplesmente andando e aproveitando as músicas que tocavam na rádio local.



A parte da pesca é a que menos gostei no jogo. Eu praticamente pesquei apenas uma vez, para executar uma determinada missão. Há quem goste desse tipo de mecânica, eu já acho chato. Mas até esse momento é bem feito pela Ubisoft.

A música é um dos pontos mais fortes do jogo. Me peguei ouvindo algumas repetidamente nos rádios dos carros. As letras e melodias são muito boas. Eu recomendo e muito que procurem a tradução das músicas, para entender melhor certos aspectos da história do jogo. A discografia de Far Cry 5 é tão boa, que até hoje me pego ouvindo We Will Rise Again

Enfim, Far Cry 5 é um excelente jogo e mesmo se tratando de um game de 2018, ele ainda bate de frente com muitos lançamentos atuais. Na minha opinião é o melhor da franquia criada pela Ubisoft. Espero em breve jogar poder jogar a continuação: New Dawn.

| Humberto Costa
Mecânico de Robôs