4 de março de 2020

Ravva and The Cyclops Curse

Uma volta a era de ouro dos jogos de 8 bits.
 


Importante: esse texto é um complemento ao vídeo de 15 minutos do jogo Ravva And The Cyclops Curse. Ele não é uma análise completa do game, mas um texto com as primeiras impressões do jogo.

O cenário brasileiro de desenvolvimento de jogos está a todo vapor. Nos últimos anos temos vistos projetos promissores e lançamentos que fazem valer cada centavo do nosso suado dinheiro. A desenvolvedora Galope publicou em janeiro de 2019 um game que tem a capacidade de nos teletransportar para a era dourada do nintendinho. O jogo é de plataforma, em 8 bits, que lembra em muito clássicos do passado, tanto nos gráficos, como na jogabilidade.

Em Ravva and The Cyclops Curse você controla uma aprendiz. Sua mãe, uma poderosa maga, foi derrotada e petrificada por um Ciclope. Resta a você a difícil missão de enfrentá-lo e livrá-la dessa terrível maldição. Ela contará com a ajuda de criaturas, que ao serem invocadas, a ajudarão a superar os muitos desafios que tem pela frente.



Na tela inicial do jogo teremos a chance de escolher o idioma, em seguida surge o menu com alguma opções, dentre eles, iniciar a jornada ou um tutorial que nos ensinará os comandos básicos do game. Optei pela segunda opção. O tutorial é simples, nele encontraremos pequenas situações que só serão superadas, se invocarmos a criatura correta. No total temos 4 criaturas, sendo:

  • Criatura Azul: dispara projéteis que tem o poder de congelar. Petrificando totalmente um inimigo ou tornado-os mais lentos.
  • Criatura Vermelha: dispara projéteis para cima, permitindo atingir determinados inimigos ou lugares.
  • Criatura Verde: dispara projéteis para baixo, lembra em muito pequenas bombas, e graças a essa criatura, poderemos quebrar um determinado tipo de bloco, permitindo o acesso a lugares específicos.
  • Criatura Amarela: ele não dispara nenhum tipo de projétil. O poder dele é revelar coisas escondidas: nuvens que servem de plataforma, moedas, itens escondidos.

Além das criaturas, a corujinha tem o poder de disparar projéteis amarelos, que podem destruir facilmente blocos da mesma cor e também os inimigos. Podemos melhorar esse poder, pegando um power-up, que pode ser encontrado na fase. 

A jornada começa de uma forma simples, sem grandes problemas na primeira fase. Ela parece uma extensão do tutorial, porém com mais inimigos. Atenção especial aos portais verdes, que geram criaturas infinitamente, melhor destruí-los antes. Aos poucos me acostumei com a troca de criaturas, embora ao longo do gameplay você prefira usar um deles com mais frequência, no meu caso, a criatura verde. Outro ponto importante é prestar atenção as cabeças fixas nas paredes, que disparam contra você e não podem ser destruídas. Perdi inúmeras vezes parte das minhas vidas, por pura falta de atenção.



A jogabilidade é bem fluida, os comandos respondem rapidamente e temos a sensação de controlar perfeitamente o personagem, diferente de alguns jogos do nintendinho que tinham a capacidade de nos tirar do sério. Ao todo temos 10 fases, no vídeo de 15 minutos do canal eu joguei apenas a primeira. Mas no dia que eu escrevi esse texto, eu já tinha completado todas as fases e enfrentado o chefe final. O jogo é curto, levei em torno de 3 horas para completá-lo. Ele não é caro, pelo contrário, custa apenas R$6,49 (valor no dia 04/03/2019).



Ravva é um excelente jogo, que lembra em muito um jogo da era NES, mas com algumas características modernas. Ele é curto, mas vale cada centavo. Caso tenha interesse em conhecer esse jogo, dê uma olhada no nosso vídeo de gameplay, contendo os primeiros 15 minutos do jogo, para acessá-lo clique aqui.

| Humberto Costa
Mecânico de Robôs