17 de fevereiro de 2020

Way of The Passive Fist

Aprenda o caminho do punho passivo e divirta-se com esse diferente Beat 'em Up.






Importante: esse texto é um complemento ao vídeo de 15 minutos do jogo Way of The Passive Fist. Ele não é uma análise completa do game, mas um texto com as primeiras impressões do jogo.

Era comum na década de 90 encontrarmos jogos do estilo Beat ‘em Up (os famosos briga de rua) nos arcades. Eu, por exemplo, perdi muitas fichas jogando Final Fight, Cadillacs and Dinosaurs, Tartarugas Ninjas e outros. Impossível, para um garoto daquela época, não ter jogado qualquer tipo de game nesse estilo. Os anos passaram e os desenvolvedores deixaram um pouco de lado esse gênero, focando suas energias em outros estilos.

Em 2018 a desenvolvedora canadense Household Games resolveu resgatar o gênero lançando Way of The Passive Fist. Um jogo estilo Beat ‘em Up, mas com uma diferença fundamental: ao invés de atacarmos, passamos a defender. Como assim? No game controlamos o Andarilho, uma espécie de guerreiro que escolheu o caminho do punho passivo. Ele é mestre na arte das técnicas de parry, esquiva, defesa e contra-ataque.



Após uma bela introdução, iniciamos a nossa jornada no planeta Zicon e aqui encontramos o nosso primeiro adversário. Antes do combate iniciar, o jogo aproveita para nos ensinar os comandos básicos:

  • X - botão usado para dar parry nos ataques inimigos. É a maneira mais simples para nos defendermos.
  • Y - botão usado para darmos um esbarrão no inimigo, esse comando não diminuirá em nada a energia do adversário, ele serve para afastar o seu inimigo de você e com isso permitirá que ganhemos tempo para pensarmos nos próximos passos. Agora, se usarmos o X, a ponto da stamina do inimigo zerar (deixando-o cansado), poderemos usar o Y para executar um esbarrão que aniquilará o adversário.
  • B - botão usado para esquiva, alguns ataques são indefensáveis e por isso devemos usar esse botão para evitar qualquer tipo de dano.
  • RT - botão usado quando acumulamos parrys ou esquivas consecutivas, assim que pressionarmos o botão o Andarilho executará um contra-ataque devastador.

Depois desse breve tutorial avançamos pela tela e encontramos mais inimigos. Como eu escrevi anteriormente, estou acostumado com os tradicionais brigas de rua, mas jogar Way of The Passive Fist é muito diferente. Inúmeras vezes me vi indo na direção dos adversários, com o intuito de esmagar o botão de ataque e acabar com eles rapidamente, mas não é o caso desse jogo. Morri algumas vezes, por causa da minha teimosia ou falta de costume. Atentei-me mais as mecânicas ensinadas e comecei a evoluir.

Quando eu achei que estava ficando bom, novos inimigos surgiram para provar o contrário. Um deles passou a atirar artefatos, outros passaram a ficar super rápidos. Junto com essa miscelânea de adversários uma tempestade de areia apareceu, dificultando a minha visão. O jogo foi ficando difícil e ao mesmo tempo prazeroso em jogá-lo, os capangas passaram a alternar entre si os ataques, uma hora você tinha que se defender de uma faca, outrora eu tinha que me esquivar de um possível agarrão e entre esses dois, havia aquele que só queria me encher de porrada mesmo.

Ao final da primeira fase lutamos contra um chefe. No meu caso, eu enfrentei o Breen. Um cara grande, com uma roda presa a mão e extremamente forte. Além dele, temos alguns capangas, que entram na luta para te atrapalhar. Eu levei um tempinho para derrotá-lo. Ele não é difícil, pelo contrário, se você dominou as mecânicas apresentadas pelo jogo até o momento dessa batalha, com certeza o derrotará com uma certa facilidade. O importante é ficar atendo ao seu braço direito (o da roda), pois ele não perderá a oportunidade de jogá-la em você ou de provocar uma pequena tempestade de areia, dificultando a sua visão.



Os gráficos são feitos em pixel art, lembrando jogos antigos, mas com uma pegada mais moderna. Os cenários (no momento que escrevi esse texto eu estava bem avançado no jogo), são bem feitos e detalhados. Com relação aos inimigos, eles começam a se repetir depois de um tempo, trocando apenas algumas cores do modelo. Isso é bem comum em jogos desse estilo. Eu curti a fluides da movimentação dos personagens, inclusive dos chefes. A parte sonora é muito boa e não deixa a peteca cair. Um rock com batidas eletrônicas, cheio de ritmo que tem o poder de nos transportar para a década de 90.

Jogar Way of The Passive Fist tem sido uma experiência muito bacana. Ele é diferente de qualquer coisa que eu tenha jogado do gênero de briga de rua. Com gráficos bem feitos, com modelos de personagens grandes e uma boa trilha sonora, o título mostrou ser um ótimo exemplo de Beat ‘em Up. O jogo foi lançado no Steam, PS4, Xbox One e Nintendo Switch. Outro ponto importante que devemos ressaltar é a localização em português brasileiro, as legendas estão ótimas. No canal já tem um vídeo com os primeiros 15 minutos dele, para assistir basta clicar aqui. Em breve teremos uma análise completa do jogo no nosso canal.

| Humberto Costa
Mecânico de Robôs