10 de fevereiro de 2020

Ministry of Broadcast

Difícil, mas possível de ser superado. Um cinematic plataform a moda antiga.
 



Importante: esse texto é um complemento ao vídeo de 15 minutos do jogo Ministry of Broadcast. Ele não é uma análise completa do game, mas um texto com as primeiras impressões do jogo.

A minha primeira experiência com um jogo do tipo Cinematic Plataform foi o Prince of Persia de 1989. O joguei quando criança, mas infelizmente não consegui terminá-lo. Ministry Of Broadcast, o mais novo jogo desse gênero, foi lançado a poucos dias para PC e em breve será lançado para Nintendo Switch. O título foi publicado pela Hitcents e desenvolvido pela Ministry Of Broadcast Studios. Um pequeno estúdio localizado na República Tcheca.

Antes de continuar, quero esclarecer, para quem não sabe, o que é um jogo de Plataforma Cinematográfica. Basicamente eles são jogos de plataforma, com um certo “realismo” em comparação a outros e se concentram nas limitações do personagem. Ou seja, não há poderes e nenhum tipo de energia, se falhar em um salto o seu personagem morre. Além disso, eles têm uma abordagem minimalista da história. Basicamente ele possui as seguintes características:

  • Fundamentado na realidade
  • Movimentos realistas
  • Jogabilidade baseado em tentativa e erro
  • Contagem de história minimalista
  • Imagens bem animadas

Assim que iniciamos o jogo, vemos um senhor mexendo no chão, que por sua vez, está coberto de neve. Aparentemente ele só está ali para nos avisar sobre como iniciar o game. Assim que apertamos um botão, um caminhão surge em alta velocidade e o atropela. Depois que ele para, um homem surge em uma pose estilosa. Esse é o protagonista, que será conhecido como o Ruivo. O pobre homem é repreendido por um soldado armado e logo recebe a sua primeira ordem.

A partir desse ponto passamos a controlar o personagem, nos deslocamos para a esquerda e depois de um rápido corte de cena, aparecemos em uma sala sentado e um cientista, é o que parece, passa a nos fazer algumas perguntas. Antes disso ele diz:
“Bem-vindo ao show da muralha. O show onde todos os sonhos e esperanças se tornam realidade.”
O cientista nos adverte que se formos preguiçosos para ler, poderemos pressionar o X para pular os textos. Se o fizer, o personagem que controlamos nos pergunta se realmente queremos pular. Não foi o meu caso. Na medida que avançamos no diálogo conhecemos um pouco melhor o nosso personagem e suas motivações de participar desse “Reality Show” promovido pelo governo. Depois de concluirmos essa etapa e nos deslocarmos para o nosso alojamento, iniciamos a primeira arena.



Arena 1 e 2

Para chegarmos na primeira arena, temos um pequeno trecho, onde aprendemos os comandos básicos de movimentação: o personagem se desloca para a direita e para a esquerda. Além disso, ele pode pular e correr. O correr é deveras importante nessa etapa, pois foi onde eu morri pela primeira vez, por não saber usá-lo. Assim que chegamos a arena 1, temos que encontrar um caminho que nos leve vivo até o final. Provavelmente você morrerá algumas vezes, mas isso faz parte do gameplay, porque ainda estamos memorizando os comandos e tentando entender o cenário que nos cerca. Essa arena é bem curtinha, em poucos minutos você finaliza ela. Já na arena 2 o nosso personagem passa por algumas situações desagradáveis e que sem elas, ele não conseguirá prosseguir.

Nos primeiros 15 minutos deu para perceber que o jogo ficará cada vez mais difícil na medida que avançamos. Até o ponto que eu cheguei, eu curti cada vitória ou derrota. Para alguns pode parecer cansativo o modo tentativa e erro proposto por esse estilo de jogo, eu particularmente adoro. Isso me lembra um pouco de Limbo e Inside, dois excelentes jogos da Playdead, que têm um pouco desse estilo.



No quesito gráfico o jogo está lindo, com um estilo em pixel art feito nos mínimos detalhes. O som ambiente se encaixa muito bem com a estética aplicada ao jogo e as músicas, que tocam em momentos oportunos estão maravilhosas. Outro ponto que devo ressaltar é a tradução para o nosso idioma, ela está perfeita. No pouco que joguei (no momento que escrevi esse post eu tinha 2 horas de jogo), percebi que as frases, traduzidas, se encaixam muito bem com o contexto da história, elas não foram simplesmente traduzidas ao pé da letra, avaliaram o contexto e colocaram aquilo que fazia sentido para nós, preservando o que os desenvolvedores queriam expressar.



Enfim, Ministry of Broadcast parece ser um excelente jogo, com comandos precisos (até o momento não tive problemas com os controles) e com um alto nível de dificuldade. Um excelente exemplo de jogo feito em pixel art, estilo que eu particularmente adoro. Estou muito curioso com o desenrolar da história e quero saber como o nosso amigo Ruivo sairá da Muralha. Assim que finalizá-lo, publicarei um vídeo no canal com as minhas impressões finais. O vídeo contendo os primeiros 15 minutos já está disponível no canal, caso queira assistir, basta clicar aqui.

Resumo dos 15 minutos:
  • Gráficos muito bonitos;
  • Difícil na medida que avançamos;
  • Controles com características de jogos antigos;
  • Controles respondem perfeitamente aos comandos;
  • História cativante;

| Humberto Costa
Mecânico de Robôs