28 de janeiro de 2020

Monster Boy and The Cursed Kingdom

Gráficos lindos, mecânicas simples e divertidas. Um excelente metroidvania.



Importante: esse texto é um complemento ao vídeo de 15 minutos do jogo Monster Boy and The Cursed Kingdom. Ele não é uma análise completa do game, mas um texto com as primeiras impressões do jogo.

Ao iniciar Monster Boy and The Cursed Kingdom me deparei com uma das aberturas mais bonitas do PS4. Uma confissão: eu curto muito animes e ver uma introdução como essa me deixou muito empolgado com o que o game poderia me proporcionar. O jogo foi desenvolvido pela Game Atelier, um estúdio indie localizado na França. A responsável pela publicação é a FDG Entertainment, uma desenvolvedora e publicadora de jogos indies sediada na Alemanha.

O jogo começa com o protagonista pescando tranquilamente. Quando de repente um indivíduo, voando em cima de um barril, começa a disparar bolas de energia para todas as direções, provocando explosões e transformações bizarras.Uma dessas bolas de energia atinge o peixe que o herói acabou de pescar, transformando-o em um monstro. Jin, o personagem principal, reconhece a pessoa em cima do barril: seu tio Nabu. Após essa cena, passei a controlar o herói.



Fui em direção a uma casa, uma seta surgiu acima da cabeça do personagem, assim que eu executei o comando, Jin entrou no lugar e passei a ouvir sons de bagunça. Depois de alguns segundos, o herói estava munido de sua espada e pronto para prosseguir. Ao se deslocar para direita, logo depois desta casa, uma plataforma surge, nesse momento testo o botão de pulo, que responde muito bem aos meu comando. Do nada surge um pequeno dragão, que acabe colidindo com o protagonista. Jin tenta atacá-lo, mas logo descobre que aquele dragão é seu irmão. Zeke explica para Jin que todas as pessoas no vilarejo foram transformadas em monstros pelo tio. Depois disso, segui em frente e me deparei com os primeiros inimigos.

Os controles são simples e precisos. Em poucos minutos eu já me sentia confortável com os pulos e ataques. Nesses primeiros minutos de jogo percebi também que o estilo artístico adotado pelo estúdio é meticulosamente detalhado. Os cenários são belíssimos, os personagens são carismáticos e os inimigos são bem criativos. A cada passo que eu dava, me encantava cada vez mais com a direção de arte. A movimentação do personagem e dos inimigos é bem fluida.



O jogo segue o estilo metroidvania e você tem liberdade total de andar pelos cenários, desde que tenha o poder necessário para superar "certos" obstáculos. Logo no início fiquei tentado a explorar o fundo do mar, infelizmente eu não tinha o item necessário para manter o meu personagem embaixo d'água. Mas não demorou muito para encontrar uma loja que vendia um item que permitiria a minha ida ao fundo do mar. Depois disso, encontrei um escudo, que me permitiu repelir ataques. Graças a esse upgrade, pude prosseguir no jogo.

Outro coisa que me chamou muito a atenção é a parte sonora. A música, pelo menos no início, é bem executada. Os sons do ambiente e dos personagens (batalhas, inimigos, etc) se destacam na medida certa, sem cobrir a música principal. A única coisa que percebi de diferente é o volume. Esse foi o primeiro jogo de PS4 que tive que diminuir consideravelmente o volume da TV, pois o game está com o áudio bem alto. Mas não é um problema que possa impactar no jogo.

Enfim, Monster Boy and Cursed Kingdom me deixou muito empolgado em terminá-lo. O gameplay flui de uma maneira surpreendente e o comparo, sem medo de errar, com o início do jogo Hollow Knight. Em ambos há uma competente direção de arte e uma execução praticamente impecável. Em breve teremos mais vídeos do jogo no canal, por enquanto, se você quiser assistir os primeiros 15 minutos, basta clicar aqui.
| Humberto Costa
Mecânico de Robôs