3 de dezembro de 2019

A Hole New World

Mais uma excelente opção de jogo que usa a estética retrô.
   

Eu sou fã de jogos antigos e sempre que possível me vejo jogando algum clássico. O NES, na verdade o Hi Top Game da Milmar, foi o meu primeiro console. Passei parte da minha infância jogando: Chip & Dale: Rescue Rangers, Tartarugas Ninja, Super Mario e outros mais. Por isso, quando me deparo com um título no Steam com estética retrô, fico imediatamente tentado a jogá-lo. Foi o que aconteceu quando apareceu na Steam como indicação o game A Hole New World. Vou compartilhar com vocês a minha experiência com ele.

Entre mundos

Assim que iniciamos o game somos presenteados com uma bela introdução, que lembra em muito um jogo da era 8 bits. Nesta animação temos um portal sendo aberto no chão, dele surgem demônios do submundo que passam a aterrorizar a população. Em seguida surge o protagonista: Potion Master ou Mestre das Poções.

O mestre possui apenas duas habilidades: pular e atirar poções. A fase inicial é em um vilarejo, onde pessoas correm desesperadas, pois o lugar está sendo atacado por criaturas vindas do mundo invertido (submundo). Os inimigos não são difíceis, pelo contrário, simples até demais. Mas como trata-se de uma fase introdutória, nela teremos a oportunidade de conhecer o mundo invertido, você tem acesso a ele caindo em um buraco. Isso mesmo, ao invés de morrermos, passamos para uma tela invertida. Eu levei um tempinho para me acostumar com isso.



O uso do mundo invertido é bem interessante e ele serve de rota alternativa. Caso você tenha dificuldade em enfrentar as criaturas da parte de cima, poderá ir por baixo ou vice-versa. Fora a oportunidade de encontrar NPCs, diamantes ou pedaços de frango (energia do jogo).

Os gráficos

O jogo possui a estética de um jogo da era NES, ou seja, com gráficos simples e pixelados. Os sprites dos herói e dos chefes são bem feitos. Já os de alguns inimigos são simples e as cores deixam um pouco a desejar, pois fica difícil enxergá-los em lugares escuros.

A animação dos personagens é bem feita, inclusive a variação de ataques de alguns chefes, dos quais destaco o penúltimo e o último. Novos poderes vão sendo adquiridos na medida que avançamos no jogo e cada um deles é representado por uma cor. Ao alternamos esses poderes o nosso personagem passa a ter a cor dele, mudando o uniforme e o capuz.



Alguns cenários são bem trabalhados, com fundos bem desenhados e coloridos. Outros, ficam um pouco a desejar, em especial as fases relacionadas ao castelo, onde há poucos detalhes.

Dificuldade

O jogo lembra em muito um título da era NES: fases com uma quantidade razoável de inimigos, chefes com  uma boa dose de apelação e com quantidades de HP absurdas. Essas detalhes podem desanimar o jogador, principalmente aqueles que não viveram essa era de ouro dos jogos. Eu mesmo, pensei em desistir dele na luta contra o penúltimo chefe. Quase fiz isso, mas depois de um tempo, passei a analisar melhor os ataques dele. O grande problema aqui, é a diferença de velocidade do inimigo, com relação a sua.



Os dois últimos chefes são extremamente rápidos. Se piscar, já era, tomou o golpe. Por conta do HP alto, esses dois caras dão um enorme trabalho, pois além de termos a limitação do HP, infelizmente a fada não pode nos ressuscitar durante a batalha. Isso é feito durante a fase, mas contra os chefes, não é válido. Esse é um ponto que critico o jogo, pelo menos isso, poderiam ter deixado.

O título é difícil, mas não impossível. Depois de muitas tentativas consegui vencer os dois últimos chefes. Foi bem satisfatório e me deu até vontade de jogar o New Game +. Os fãs de jogos com estética retrô vão adorar esse jogo. Ele tem tudo e um pouco mais do que um clássico das antigas tem.



Conclusão

A Hole New World é um jogo incrível e muito difícil. Isso pode afastar alguns jogadores, mas para outros, será uma boa oportunidade de testar as suas habilidades. Quem sabe até, resgatar das suas memórias, aquele sentimento bacana da época que nos divertíamos com os jogos do nintendinho. O game está disponível para PS4, Xbox One, Switch e PC.

| Humberto Costa
Mecânico de Robôs