25 de novembro de 2019

Dead Cells





Eis um jogo que chamou a minha atenção na época do seu lançamento, mas que ignorei por completo durante muito tempo. Isso mudou em 2019, quando resolvi me aventurar nos labirintos de Dead Cells. O game foi desenvolvido pela Motion Twin, um estúdio francês, com sede em Bordeaux na França.

Eu evitei todo tipo de spoiler, tendo lido apenas pequenos reviews para entender um pouco do que se tratava o game. Vídeos? Sem chance, os evitei ao máximo. Por conta disso, tive surpresas prazerosas na medida que eu me aprofundava naquele universo.

O início

Somos introduzidos aquele mundo de uma forma imediata, sem animação ou qualquer tipo de texto introdutório. O jogo nos ensina, de uma forma bem básica, alguns comandos. Informações úteis, mas que não são suficientes para entendermos o que realmente nos aguarda. Não demorou muito para que eu morresse de uma forma idiota. Claro, eu não estava acostumado a velocidade dos combates e nem a destreza de alguns inimigos, portanto, tomei a culpa para si e resolvi tentar outra vez.



Após novas investidas fui percebendo o quão incrível é Dead Cells. Todas as vezes que o nosso personagem morre, perdemos todas as células que coletamos até aquele momento e voltamos para o início do jogo. As células são usadas para comprar melhorias e aprimorar nossas armas, portanto, perdê-las durante uma run nos ensinará da forma mais dolorida a valorizar cada passo que damos dentro do game.

Não há save, não há check-point, morreu, já era, volta para o início. Mas com uma diferença importante, todas as fases são recriadas de forma procedural, ou seja, os caminhos mudarão a cada nova rodada. Existem trechos específicos que são disponíveis de uma forma semelhante a anterior, mas localizações de itens e inimigos são reorganizados e cabe a você procurar por eles novamente. As mortes acontecerão, inevitavelmente, mas a experiência adquirida a cada nova tentativa fortalecerá você, caro jogador, a entender melhor os tipos de ataques inimigos e consequentemente seus padrões de movimentação, criando uma sensação de recompensa incrível, quando derrotamos uma leva de inimigos ou um chefe.

A história é apresentada de forma minimalista. Sendo necessário ler pequenos textos em lugares abertos ou escondidos, que te farão entender melhor o que aconteceu com aquele lugar. 

Pura arte

A direção de arte desse jogo foi competente em criar um mundo rico em detalhes e cores. Os cenários são bem construídos e o gráfico, que lembra um jogo de 32 bits, é belíssimo. A todo momento eu me pegava olhando para os detalhes de uma determinada sala ou até mesmo parado em cima de uma torre olhando o horizonte. Os ambientes são bem elaborados e a iluminação não deixa a desejar, mesmo estando em lugares escuros.



A parte sonora é fascinante. Músicas e sons ambientes foram bem trabalhados e se encaixam muito bem dentro da premissa do game. Quando estamos em um combate feroz, a música toca a todo vapor, mas assim que eliminamos os inimigos daquele ponto, o silêncio toma conta do ambiente.

Lutando sem parar

Os controles são ágeis, precisos e a esquiva, item FUNDAMENTAL, funciona perfeitamente. Há uma variedade de armas: espadas, adagas, arco-e-flecha, escudos, granadas e armadilhas diversas. Isso permite que o jogador escolha a melhor maneira de vencer os inimigos. Eu particularmente não largo o arco e nem a espada.



Além disso, temos itens que aprimoram o ataque (vermelho), a estratégia (roxo) ou a sobrevivência (verde). Só podemos escolher um por vez, na medida que os encontramos pelo estágio. Eu geralmente escolho o vermelho por três vezes no início e depois o verde até alcançar 1000 de HP. Após isso vou variando entre vermelho e verde a cada descoberta.

Conclusão

Jogar Dead Cells tem sido uma experiência prazerosa. Uma pena não o ter jogado na época do seu lançamento, mas nunca é tarde para apreciar um bom game. A Motion Twin apelidou o jogo carinhosamente de roguevania e sinceramente, não posso discordar desse apelido. Dead Cells está disponível para PS4, Xbox One, Nintendo Switch e PC.

Temos um vídeo no nosso canal com os primeiros 15 minutos de gameplay, para ver clique aqui.

| Humberto Costa
Mecânico de Robôs