8 de fevereiro de 2019

JackQuest: The Tale of The Sword #01





O texto de hoje é sobre um jogo indie brasileiro muito interessante e que me surpreendeu em vários aspectos. Para que o post não fique muito grande, eu dividi o texto em duas partes.

Apenas um teste

Entrei na minha conta na Steam e iniciei o download do JackQuest. Percebi durante esse processo que o jogo era bem pequeno. Achei estranho e recorri a PSN para comparar os tamanhos. Em ambas plataformas o tamanho do jogo gira em torno de 35 MB. Enquanto o programa do Steam iniciava o game, eu pensei:

"Como um jogo desse tamanho pode ser divertido?"

Antes de gravar o gameplay de um jogo, eu costumo testá-lo antes, jogando alguns minutinhos. Geralmente o teste dura em torno de 10 minutos. No caso do Jack, acabei perdendo a noção do tempo e fiquei jogando por 30 minutos. Tive que interromper a jogatina, para configurar o meu Setup para iniciar a gravação. Enquanto eu fazia isso, pensei:

"Esse jogo é divertido pra caramba, mesmo sendo desse tamanho."

Infelizmente relacionei o tamanho do jogo com o nível de diversão que ele poderia me proporcionar. Como se jogos AAA conseguissem fazer isso tranquilamente a cada título lançado.
                         

Bom, vamos ao jogo. Jack, o herói, convidou a sua amada (Nara) para um passeio na floresta. Envolta de uma fogueira, Jack tenta declarar o seu amor a Nara. Ele é interrompido por ela, que naquele momento deseja cantar uma música para ele. Jack a interrompe ao perceber algo estranho. Nara o indaga, sobre ele não ter gostado da música. Jack apenas responde que há algo errado debaixo deles. De repente surge uma mão, que agarra Nara e a leva para dentro da terra. O orc Korg é responsável pelo sequestro e cabe a Jack ir atrás dele e salvá-la.

As primeiras habilidades e o ambiente

No início o nosso herói tem apenas a habilidade de pular. Parece simples, mas quando encontramos a primeira rocha, que no jogo serve de tutorial, percebemos que é possível escalar as paredes usando o pulo. Essa combinação permitirá ao jogador explorar melhor os níveis da caverna. Outra habilidade surge logo em seguida. Isso acontece quando encontramos Kuro a espada falante. A partir desse momento é possível atacar os inimigos, desferindo golpes simples ou um mais poderoso, esse segundo depende da quantidade de pedras que você carrega no momento.

"Kuro é uma espada e ajudará Jack a derrotar o orc Korg. Além de ser uma arma, aparenta ser um personagem interessante. Quero muito conhecer a sua história."

É possível notar, enquanto exploramos o ambiente, o cuidado que o desenvolvedor teve com os gráficos. Tudo feito, maravilhosamente bem, em pixel art. Em certo momento, mesmo estando na correria, notei alguns insetos voando sobre uma flor. Além desse detalhe, que pode passar desapercebido, temos a capa, que se movimenta de acordo com a ação do seu personagem.

A princípio a caverna me pareceu pequena, não demorou muito para o jogo me provar o contrário, ao ponto de ficar dando voltas no mesmo lugar. Com certeza um mapa ajudaria, creio que essa era a intenção do desenvolvedor de tentarmos decorar alguns caminhos. Os controles respondem tão bem e é tão gostoso jogá-lo que comecei a memorizar algumas rotas com o tempo e isso tornou a jogatina mais interessante.

O primeiro chefe

Depois de enfrentar uma série de inimigos e de andar por vários pontos da caverna cheguei no primeiro chefe: uma gosma verde gigante, que assim que você chega ao local dispara uma pequena gosma verde em direção a uma alavanca, travando-a e impossibilitando a nossa saída daquele lugar. São esses pequenos detalhes que tornam o jogo interessante.


A batalha é simples, mas exige um pouco de precisão nos ataques e também nos saltos para desviarmos o herói das gosmas que são atiradas em sua direção. No momento do combate, a primeira vez que cheguei aqui, acabei morrendo de bobeira. Essa pequena falha me permitiu perceber algo, que eu não havia notado na primeira vez: o monstro carrega dentro dele dois frascos de energia. Que no decorrer do combate caem, dando a possibilidade ao herói de recuperar o seu HP, caso tenha perdido até aquele momento. Algo simples e eficiente no jogo.

Ao final do combate ganhamos um item que dará ao personagem uma nova habilidade: o salto duplo. Iremos explorar melhor esse novo item em um próximo Diário Indie. Deixarei aqui em baixo o link para o vídeo do gameplay desse jogo no canal do Robô Barulhento e também o link da steam, caso queira comprá-lo. Até o próximo Diário Indie.

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| Humberto Costa
Mecânico de Robôs