22 de outubro de 2018

Brasil Game Show 2018

Eu e o Tiago Leifert

E chegou ao fim a maior feira de games da américa latina. Foram cinco dias de diversão e trabalho duro. Fui em três dias apenas, por conta do meu novo trabalho. Mesmo assim, deu para aproveitar bem o evento, principalmente no dia destinado a imprensa.  Foi um privilégio para o Robô Barulhento cobrir o evento e nesse artigo compartilharei com vocês a minha experiência.

Transporte

Peguei um ônibus, um trem e depois um metrô na linha verde. Por fim, fiz baldeação da linha verde para a linha azul e desci na estação Tietê. Nesse ponto da minha jornada eu teria duas opções: andar por 26 minutos até a Expo ou pegar o transporte gratuito oferecido pela organizadora. Optei pela segunda alternativa. Fui ao endereço informado no site, mas não encontrei nenhum tipo de sinalização informando o local exato, vi um grupo de jovens que formavam uma fila e tirei essa dúvida com eles. A espera durou cerca de 20 minutos, o trajeto bem menos que isso. O ônibus disponibilizado pela organizadora era de excelente qualidade.

Crachá

A semana da BGS foi extremamente corrida para mim, pois foi nela que eu iniciei um novo emprego. Por conta disso, acabei deixando para imprimir o meu crachá de identificação no balcão de atendimento no local. Infelizmente eu não era o único. Fui orientado para pegar uma determinada fila, que infelizmente era a errada. Mas não tenho do que reclamar, pois foi justamente nela que pude conhecer os integrantes do canal Nautilus.

Para agilizar as coisas, visto que a fila estava enorme, me desloquei até o shopping Center Norte e imprimi a minha identificação. Voltei rapidamente a Expo e entrei no salão.

Galera do Nautilus

Avenida Indie

O meu objetivo na feira era jogar o máximo de jogos indies, trocar ideias com desenvolvedores e conhecer um pouco mais o mercado nacional de games. Foi muito bacana, senti que o espaço estava pequeno com relação as edições anteriores, mas nada que me incomoda-se. Porém, nos demais dias a quantidade absurda de pessoas no local inviabilizou qualquer tentativa de jogar um título pela segunda vez.

Jogos que curti demais:
  • Gravity Heroes: jogo de arena futurístico, desenvolvido pela empresa Studica Solution.
  • Oskar: jogo estilo plataforma, desenvolvido pela empresa FlipFlopLab.
  • Insania: jogo de terror, em primeira pessoa, desenvolvido pela estúdio brasileiro Alecfu.

Pessoal do estúdio FlipFlopLab

Pessoal do estúdio Alecfu

BGS Talk Twitch

Uma das coisas que mais gostei na feira foi a BGS Talks, que aconteceu no estande da Twitch. Eu só fui perceber o quanto estava bacana no meu segundo dia de feira. Participei do Talks com os produtores Yoshiaki Hirabayashi (RE 2) e Michiteru Okabe (DMC 5). Para mim o ponto alto foi o Talks com o diretor criativo Cory Barlog (God of War). Eu consegui fazer uma pergunta para ele, além disso, destravei duas conquistas: uma foto e um autografo. O único ponto negativo foi o barulho que os estandes vizinhos faziam, isso dificultava demais na hora de perguntar e ouvir a resposta. As vezes era necessário repetir a pergunta mais de uma vez para o tradutor.





Esqueci de sorrir nessa foto com o diretor do God of War -  Cory Barlog

Alimentação e Shopping

O espaço destinado a área de alimentação e shopping (lojinhas) estava bem organizado. Comprei algumas coisas, dentre elas, um boneco POP do jogo Cuphead. Com relação a alimentação, eu acabei levando alguns lanches de casa, por isso, não tenho como dizer se os preços praticados durante a feira estavam condizentes com a realizada. Mas achei bem interessante o posicionamento, distante do estandes mais populares, que na sexta, sábado e domingo estavam muito cheios.

RE2 e Sekiro

Outro objetivo pessoal era jogar RE 2 e Sekiro. Consegui realizar os dois, o primeiro em um estande especial para o jogo, com direito a tirar fotos com os cosplays de Leon e Claire. O segundo eu joguei no estande da Actionvision. Gostei dos dois jogos, mas fiquei mais empolgado com Sekiro. Joguei ele, achando que estava jogando Bloodborne, e morri diversas vezes. Ainda não peguei o jeito com alguns comandos dele, mas certamente o comprarei para jogar.



Conferência de Imprensa com o CEO da BGS

No dia 13/10 a assessoria de comunicação da BGS nos enviou um e-mail informando a data e o horário da coletiva de imprensa com todos que estavam cobrindo a feira. O encontro contaria com a presença do CEO Marcelo Tavares. Fiz questão de participar e entender melhor esse meio, visto que essa foi a minha segunda BGS (cobri a edição de 2016). Foi interessante, muita informação sobre alguns aspectos da edição atual e das possível possibilidades para o ano que vem. Mas algo que me surpreendeu foi o presente dado a todos que estavam ali. Um edição do Book de Game, que conta a história do Marcelo Tavares e da BGS (até a edição de 2017). Um livro com capa dura e em português/inglês. Curti muito o presente.

Marcelo Tavares na conferência de Imprensa

Considerações Finais

Foi uma experiência incrível cobrir o evento. Para mim uma das coisas mais bacanas da feira foi o BGS Talk promovido pela Twitch. O ponto negativo, infelizmente, está diretamente relacionado a quantidade de pessoas no evento. Estava muito cheio, por conta disso, as filas eram enormes. Alguns colegas deram a sugestão ao presidente da BGS de aumentar os dias do evento. Outro ponto que os organizadores devem rever são os estandes que promovem algum tipo de bate-papo. Na minha opinião o estande deveria ser, de alguma forma, fechado, porque o som externo atrapalhou demais as conversas promovidas no estande da Twitch. Enfim, a BGS é uma das melhores opções de evento nerd/geek/gamer do ano. Foi sensacional.


| Humberto Costa
Mecânico de Robôs