24 de agosto de 2018

Era uma vez Bloodborne

Arte da capa do jogo

O dia dos pais estava chegando e o presente que eu queria era um jogo para o meu recém comprado PS4. Eu estava cheio de dúvidas. Mas depois de muitas pesquisas escolhi um título do catálogo de jogos da From Software. O tal de Bloodborne.

Minha escolha se baseou em dois fatores: o preço (promoção do dia dos pais de 2017) e o tempo de gameplay. Eu preciso explicar melhor o segundo fator. Ele está estritamente ligado ao nível de dificuldade do jogo. Pode soar estranho. Pensei da seguinte forma: os jogos da série Souls são extremamente difíceis e Bloodborne não seria diferente. Por ter uma dificuldade alta, deduzi que eu levaria mais tempo que o normal para fechá-lo, por conta disso, o "tempo de gameplay" seria maior.

Iniciei o jogo, criei o meu personagem e comecei a jornada. Logo de cara me deparei com um lobisomem, o meu personagem estava sem arma e com uma roupa que não é lá aquelas coisas. Eis a primeira morte. O jogo naquele momento me deu o primeiro recado. Aqui aconteceu algo interessante, após a morte, o meu personagem foi para um local chamado de Sonho do Caçador (imagem abaixo). É lá que pegamos as nossas primeiras armas, upamos o nosso personagem, etc. Após sair do sonho, me senti mais preparado para enfrentar a criatura que havia me matado. Agora a luta seria diferente, eu estava armado e pronto para o embate. Venci facilmente. E passei a explorar a cidade.

Sonho do Caçador

Depois de enfrentar um pequeno grupo de inimigos, fui andando em direção a segunda alavanca do jogo. Esse tipo de mecanismo permite abrir portões, que nos ajudarão a encurtar caminhos ou descobrir novos lugares. E foi nesse momento que percebi que atrás de uma carroça havia uma pequena rua, onde um monstro de proporções grandes andava de um lado para o outro (imagem abaixo). Resolvi lutar contra ele. Morri após alguns segundos de combate. E novamente o jogo me dá outro lição: você não tem level suficiente para sair enfrentando qualquer inimigo e a cada derrota você perderá todos os seus ecos de sangue (item usado para compras e melhorias no personagem). Aprendida a lição, continuei a exploração.

Preparando-me para o ataque

Senti que estava pegando o jeito do jogo. O número de vezes que morri começou a diminuir e passei a descobrir novas áreas. Até bater de frente com o primeiro chefe: a Fera Clerical (imagem abaixo). E mais uma vez morri. Não existe um chefe impossível de ser derrotado nesse jogo. Alguns derrotei no primeiro encontro, em outros casos, tive que morrer algumas vezes para construir uma estratégia para derrotá-los.

O primeiro boss


Nunca fui fã de conquistas. Mas no caso deste game fiz questão de pegar todos os troféus. A sensação de recompensa a cada troféu conquistado é absurda. Nada daquelas firulas de pule 10 vezes em 15 segundos, dando golpes de machado, enquanto troca de arma. Em resumo, Bloodborne foi um senhor presente do dia dos pais e considero um dos melhores jogos que joguei na vida. Ele está na minha estante, como um verdadeiro troféu.

Eu continuo caçando e se vocês quiserem me ver em uma noite de caça em Yharnam, basta clicar aqui. Você será redirecionado diretamente para a playlist de Bloodborne no canal do Robô Barulhento.

| Por Humberto Costa 
Mecânico de Robôs